Falha no foguete sul-coreano ligada a problema de hardware, empresa anuncia correções

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Uma startup sul-coreana, Innospace, identificou uma falha de hardware como a causa da destruição de sua primeira tentativa de lançamento orbital em dezembro. O foguete Hanbit-Nano explodiu menos de um minuto após a decolagem do Centro Espacial Alcântara, no Brasil, marcando um revés para as ambições da empresa no competitivo mercado de lançamento de pequenos satélites.

O que deu errado: um vazamento de gás no motor

A investigação da Innospace, conduzida com as autoridades brasileiras, revelou que um vazamento de gás na seção dianteira do motor híbrido do primeiro estágio do foguete foi o principal culpado. O vazamento resultou de componentes mal vedados, especificamente aqueles afetados pela deformação plástica durante a remontagem pós-reparo. Isto sugere uma falha no processo de fabricação ou de controle de qualidade, em vez de uma questão fundamental de design.

O foguete Hanbit-Nano usa uma combinação de oxigênio líquido (LOX) e parafina como combustível e foi projetado para entregar até 90 quilogramas em uma órbita sincronizada com o Sol. O lançamento fracassado transportou cargas de clientes brasileiros e indianos, bem como demonstradores internos de tecnologia.

Por que isso é importante: uma corrida espacial crescente

Este incidente destaca os desafios enfrentados pelas empresas espaciais privadas, especialmente aquelas que entram no sector de lançamento de pequenos satélites. A confiabilidade é fundamental, pois mesmo pequenas falhas de hardware podem levar a falhas catastróficas. O pequeno mercado de satélites exige tempos de resposta rápidos e economia, tornando a concorrência acirrada. A experiência da Innospace demonstra que alcançar capacidade orbital consistente requer testes rigorosos e garantia de qualidade.

“Este processo forneceu ativos técnicos valiosos que contribuirão para o avanço de nossas tecnologias de veículos de lançamento”, disse o CEO da Innospace, Soojong Kim.

Planos futuros: uma segunda tentativa em 2026

A Innospace já está implementando melhorias de design e procedimentos de verificação adicionais para evitar falhas semelhantes. A empresa pretende um lançamento subsequente no terceiro trimestre de 2026, dependendo da aprovação da Administração Aeroespacial da Coreia (KASA), e espera continuar lançando no Brasil.

Um relançamento bem-sucedido será crucial para que a Innospace prove a sua resiliência e se estabeleça como um fornecedor confiável na indústria de lançamento de pequenos satélites em rápida expansão. A capacidade da empresa de recuperar deste revés determinará a sua viabilidade a longo prazo num mercado onde a confiança e o desempenho consistente são fundamentais.