Marie Curie: a dupla ganhadora do Nobel que descobriu a radioatividade

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A radioatividade não era apenas uma palavra da moda no final do século XIX. Foi um mistério. E Marie Curie decidiu resolver isso.

Ela não era apenas uma participante da física. Ela foi uma pioneira. Ao lado do marido, Pierre Curie, ela caçou fontes de energia invisíveis. Eles não apenas estudaram o fenômeno. Eles encontraram novos elementos escondidos nas rochas existentes.

Polônio. Rádio. Dois elementos que não existiam em nenhuma tabela periódica até existirem.

Marie não parou na descoberta. Ela isolou rádio puro. Demorou anos processando toneladas de pechblenda. Foi um trabalho cansativo. Mas provou que os elementos eram reais.

O mundo científico não aceitou apenas as suas descobertas. Tinha que acontecer.

Depois vieram os prêmios.

Em 1903, ela se tornou a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel. A física reconheceu seu trabalho sobre radiação.

Então, em 1911, a química reconheceu o isolamento do rádio e do polônio.

Ela continua a ser a única mulher a ganhar Prémios Nobel em duas áreas científicas diferentes.

Isso não é apenas um recorde. Isso é uma reescrita da história.

Por que sua descoberta mudou a ciência

A radioatividade não era conhecida antes dos Curie. Henri Becquerel havia tropeçado nisso. Mas Marie Curie deu-lhe um nome. Ela deu estrutura.

Ela definiu o termo “radioativo”. Ela tratou isso como uma propriedade do próprio átomo. Não a molécula. O átomo.

Essa mudança de compreensão abriu portas. A física nuclear emergiu de seu trabalho. A medicina evoluiu a partir disso. A radioterapia para o câncer começou com rádio.

Mas nem tudo foi progresso.

Os Curie não compreenderam totalmente os perigos biológicos. Eles carregavam tubos de ensaio nos bolsos. Eles os mantinham nas mesas.

O rádio brilhou. Foi lindo. Também os estava matando.

Marie morreu de anemia aplástica em 1934. Provavelmente por exposição à radiação. Seus cadernos ainda são radioativos hoje. Você precisa de um contador Geiger para manuseá-los com segurança.

O custo humano do gênio

As pessoas costumam falar sobre a ciência. Eles esquecem a mulher.

Marie Skłodowska Curie era polonesa. Ela se mudou para Paris para estudar. Ela não tinha condições de pagar pelo aquecimento adequado. Ela desmaiou de fome e frio.

Ela não deixou que isso a impedisse.

Ela trabalhava em um galpão. Um telhado com goteiras. Sem ventilação. Apenas copos e ácido.

Ela isolou um décimo de grama de cloreto de rádio. Demorou quatro anos.

Essa pequena quantidade de pó mudou tudo.

Sua descoberta não foi apenas sobre elementos. Foi uma questão de perseverança. Sobre desafiar um campo dominado por homens.

Ela era casada com Pierre. Eles eram parceiros em todos os sentidos. Quando ele morreu em 1906, ela não desistiu. Ela assumiu seu cargo de professora. Ela se tornou a primeira professora da Sorbonne.

Legado em laboratórios modernos

Seu trabalho sustenta grande parte da tecnologia moderna.

Imagens médicas. Tratamento do câncer. Energia nuclear.

Todos remontam ao laboratório dos Curie.

Mas há um lado mais sombrio do legado.

O rádio foi comercializado como um tônico para a saúde. Estava na pasta de dente. Na água. Em cosméticos.

Pessoas morreram.

Marie Curie não defendeu a segurança